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Um café e duas natas.

Um local onde se escreve por gosto, por terapia.

Um local onde se escreve por gosto, por terapia.

Um café e duas natas.

31
Out17

Eu sou do tempo...do pão-por-Deus!

1cafe2natas

Qual halloween qual quê!

 

Halloween-Hero-1-A.jpeg

 

X

 

Este excerto retirado da wikipedia expressa totalmente a minha opinião: "A progressiva implantação do Halloween em Portugal constitui um exemplo de ameaça ou risco à continuidade do “Pão-por-Deus” como manifestação do Património Imaterial português, por várias razões.Em primeiro lugar, substitui os versos tradicionais, manifestações da tradição oral da comunidade, por expressões orais originárias do Inglês (“Doçura ou travessura!” / “Trick or treat!”). Em segundo lugar, introduz neste peditório cerimonial infantil o uso de máscaras e fatos muito semelhantes às usadas no Carnaval, mas que tradicionalmente eram totalmente ausentes do “Pão-por-Deus”. Finalmente, e como bem expressam as alterações do nome da tradição, da forma e conteúdo da tradição oral, e também o tipo de máscaras que passaram a ser utilizadas pelas crianças, a introdução do “Halloween” eliminou por completo as conotações religiosas muito presentes na antiga tradição do “Pão-por-Deus”.

 

Viva o Pão-por-Deus! 

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 (ambas as imagens retiradas da internet).

 

12
Out17

Não serão certos sonhos e desejos uma utopia?

1cafe2natas

Eu sonhei que a vida era leve, tranquila, sem stresses, sem pressas, sem pressões. Eu sonhei que o importante era o nosso bem estar, que a nossa casa seria onde estamos felizes e que quando não estivéssemos felizes estaríamos sempre a tempo de mudar. Sonhei ainda que duas rodas nunca mais me iriam aprisionar, que nunca mais estaria fechada em quatro paredes, que iria poder conhecer o mundo, o desconhecido. Sonhei que a mesinha de cabeceira poderia ser um caixote, o candeeiro de petróleo, a toalha da cozinha podia estar descosida, as cortinas podiam ser de pano de lençol. O que me interessa é poder comer, beber, rir, amar, ser amada pelo que sou...e livre. Eu sonhei e sonho, conhecer o mundo. Espero que todo o esforço não seja em vão e que as quatro paredes que me vão acolher para o ano sejam aquelas onde me sinto em casa. O que me interessa é poder comer, beber, rir, amar, ser amada pelo que sou...e livre. Aprisionada? (Espero que) nunca mais esteja.

Mas, não serão certos sonhos e desejos uma utopia?

07
Out17

O condomínio chique:

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O rapaz faz-me uma rampa revestida com um saco de plástico (porque a madeira que tínhamos era reutilizada e frágil - e o saco era por uma questão de precaução) e a senhora do condomínio responde: aí, tire o saco de plástico e pinte de begezinho. 

 

Conclusão: não há rampa que as satisfaça! 

02
Out17

Gente tão chique tão chique e olha...

1cafe2natas

Mudei-me agora em Setembro. Deixei um anexo no valor de 280€ com despesas incluídas (onde tinha escadas e mal me conseguia mexer lá dentro) e passei para um T0 (com cozinha separada do quarto) num condomínio fechado, r/c, 350€ sem despesas MAS com contracto e recibo (o exigido) para poder concorrer à ajuda ao arrendamento! 

Pasmem-se com o seguinte: não posso estender roupa porque a minha "varanda" dá para a área comum e fazer uma simples rampa é "uma inovação".

Gente tão chique tão chique e olha...

01
Out17

1st October

1cafe2natas

Outubro é para mim o começo do ano, de um ciclo, de uma nova caminhada, de perseguição de sonhos seguindo sempre as normas e os valores com que fui crescendo. Outubro, durante cerca de 20 anos foi instável. Ansiava por festa, ansiava por colocar todos ao redor da mesma mesa a cantar "parabéns a você" mas, no interior sentia que era mais um ano a comemorar a "desgraça" de ter nascido com uma limitação. Sorria enquanto todos estavam ao meu redor e entoavam "parabéns a você nesta data querida" mas, no meu intimo perguntava-me "porquê a mim?". Depois isso passou. Ganhei consciência de que os amigos que tinha à volta da mesa não eram o importante. Sim, não eram. É preciso festejar a vida, é preciso que paremos de nos lastimar e de nos questionar "porquê a mim" mas, também é preciso perceber que muitas vezes nos rodeamos de pessoas que fingem ser amigas, fingem preocupar-se e, o que na realidade acontece é que se ocupam do mal que acontece na nossa (neste caso a minha) vida para não se sentirem tão tristes com a sua. Por isso, os amigos à volta da mesa foram diminuindo, o avô (teimoso que escolheu morrer num dia em que tanto festejou comigo) foi descansar a alma, o corpo, o espírito, os pais passaram a cantar os parabéns por telemóvel, os festejos passaram a ser a dois - pelo menos ainda assim o é - as prendas escassearam, a quantidade de abraços diminuiu mas, caramba, passei a fazer um balanço da vida! Passei a (re)lembrar-me constantemente o quanto estive tão perto de morrer mas, que afinal, sobrevivi. Passei a perspetivar tudo...cheguei aqui essencialmente por mim! É comigo própria que tenho de aprender a conviver, a festejar e, quando isso acontecer...serei completa. Estarei pronta a festejar com os outros...esses outros um dia (serão menos do que antes, mais do que agora) serão os pessoas certas! E...se não as encontrar, quando me encontrar, ter-me-ei a mim.

 

Este ano vou viver mais o Outubro.

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